É, para começar parece que ele está querendo durar mais do que os 365 dias que já teve. Estou falando deste famigerado 2020, que foi uma verdadeira aula de resiliência para muita gente, uma quebradeira para mais uma boa parte e, maravilhoso para alguns segmentos que lucram, aparentemente, com essas adversidades da nossa história.

            O que ninguém pode negar é que ficou decidido antes do previsto que o que estiver online, está conectado (perdão pelo trocadilho) com a maior transformação dos últimos tempos na história da humanidade. Talvez não supere a descoberta dos amigos Ets que vem a seguir, mas essa é uma outra declaração que vamos nos aprofundar para discorrer de maneira mais interessante. O assunto é tão curioso que praticamente me tirou do foco do que eu tinha para escrever.

            Isso, estou falando do ano passado que passou voando, ao mesmo tempo que tudo ficou meio parado. Ficou parado numa primeira parte, já que num segundo momento, aparentemente as pessoas se esqueceram do que os fez parar. Essa surpreendente pandemia, que além dela própria já ser o bastante, ainda veio recheada de teorias da conspiração, tratamentos milagrosamente inúteis, posicionamentos duvidosos e muito assunto para o seu terapeuta predileto. É, esse ano foi também o da pandemia de ansiedade, depressão, violência doméstica, racismo, lgbtqia+fobia e tudo mais o que mostra o tamanho da doença que já está instalada na sociedade. Nós seres humanos estamos passando por verdadeiras provações e revelando um egoísmo com voz alta e imponente na sociedade. O acesso a informação na velocidade da internet, virou também o acesso a desinformação e, o que é pior, desinformação proposital e compartilhada por leitores em busca de serem portadores de “verdades inventadas” e causadores de algum alvoroço. Todos querem seus “15 mil likes” de fama e não estão controlando muito a maneira de conseguir.

            A força devastadora dos debates online, da polarização, interesses econômicos escusos, mexeu com toda a sociedade. O pessoal do bem, foi bombardeado e ficou acuado com a descoberta desse mundo com pessoas tão diferentes daquelas que costumávamos conhecer. O online mostrou cenas inacreditáveis de tudo o que o ser humano é capaz de fazer, mas que não podíamos imaginar e muito menos ter acesso as imagens postadas exaustivamente desse ser “humano”.

            Quem somos nós na verdade? Uma imagem e semelhança de DEUS ou nos preocupamos tanto com uma imagem inventada da internet, que nos esquecemos dos espelhos? Quem pode saber quem somos nós?

            Penso que existe muito para descobrir sobre isso, que independe de sua crença ou descrença. Ser do bem, ser bom, fazer algo pelo próximo, se solidarizar, ter empatia, amar quem nunca vimos ou vamos ver. Essa missão é a que estávamos preparados para cumprir, ou pelo menos instruídos mesmo que de maneira meio “fake” de cumprir. Daí vieram as crenças da descrença, como as que colocam dúvida na existência de DEUS. O que você pensa sobre isso? E que diferença faz na sua vida?

Opa, perdi o foco mais uma vez.

Senhoras e senhores, o mundo está em pandemia, com várias vacinas, campanhas a favor e contra. Posicionamentos de amor e de egoísmo, de cuidado e descaso, de verdade e mentira. As pessoas só estão em busca de voltar a sua vida, mas talvez esquecendo de um detalhe importante, que é o que já mudou definitivamente. Não existe mais o mundo de 2019, aquele que se estendeu até março, após o carnaval, em 2020. E 2021 já está demorando um pouco a entrar nos eixos. São muito decisões importantes para serem tomadas e essas decisões estão nas mãos de representantes escolhidos por nós nessa humanidade. O que podemos esperar?

Estou aqui pensando, nas vezes que fiz um passeio no nosso próximo assunto que é do outro mundo e podemos tentar descobrir se ele é material ou espiritual. Vamos pensar sobre isso.