A fibromialgia é uma condição caracterizada por dor muscular generalizada, que geralmente aparece junto com fadiga, distúrbios do sono, variações de humor, e problemas relacionados à memória.

A hipótese mais aceito hoje para o surgimento da fibromialgia é a de que os  portadores da doença possuem uma amplificação da percepção dos sinais dolorosos no cérebro, alterando o processamento da dor.

O início dos sintomas pode estar associado a algum evento traumático na vida da pessoa, seja físico ou psicológico, ou pode surgir de forma lenta e gradual ao longo de anos, sem que um acontecimento específico tenha deflagrado a doença.

As mulheres são mais suscetíveis a sofrer de fibromialgia. Algumas condições costumam aparecer junto com a fibromialgia, como cefaleia tensional, distúrbios da articulação temporomandibular, síndrome do intestino irritável, e depressão

Como não se conhece ao certo os mecanismos que causam essa condição, não existe cura conhecida para a fibromialgia. No entanto, diversas opções de tratamento existem para alívio e controle dos sintomas, incluindo medicamentos, a prática regular de atividade física, práticas mentais, terapia, e medidas de redução de estresse.

Epidemiologia: os números da fibromialgia

Estima-se que cerca de 2 a 8% da população mundial sofra de fibromialgia. A condição é mais comum em indivíduos do sexo feminino, e cerca de 80 a 90% das pessoas acometidas são mulheres. A sua prevalência e incidência variam pouco em relação à região e à cultura local, sendo semelhante em diferentes partes do mundo.

Em linhas gerais, a fibromialgia pode afetar qualquer pessoa, de qualquer idade. Entretanto, existe uma concentração maior de pessoas com fibromialgia entre 30 e 50 anos.

Cerca de 75% das pessoas com fibromialgia passam a vida inteira sem diagnóstico, e, consequentemente, sem o tratamento adequada. Isso se deve ao fato de a fibromialgia ser uma condição relativamente na nova e pouco estudada.

A primeira descrição da condição foi feita em 1990, ou seja, a fibromialgia, em termos de história humana, como condição médica, é bem recente. Os critérios diagnósticos da fibromialgia, no entanto, só foram atualizados em 2011, e de lá pra cá, maiores estudos foram surgindo na área, enfocando tanto suas causas quanto seu tratamento.

Sintomas da fibromialgia

A fibromialgia é uma condição caracterizada principalmente pela dor. Normalmente, essa dor é descrita pelos pacientes como uma dor constante e latente, crônica, com duração de meses, e sem localização definida, ou melhor, localizada em diversos locais do corpo, de ambos os lados, o que chamamos de dor difusa.

Outros sintomas frequentemente associados à dor que afetam as pessoas com fibromialgia incluem:

·         Fadiga: a fadiga é um cansaço que não passa com o descanso. É normal que pessoas com fibromialgia já acordem cansadas, e que elas tenham queixas de sono não reparador, mesmo que durmam uma quantidade adequada de horas por dia, ou mesmo mais. Problemas com o sono podem ocorrer devido à dor, que se forte o suficiente, pode inclusive acordar o paciente durante a noite. Outros distúrbios do sono podem cursar com a fibromialgia, como apnéia do sono, que contribuem ainda mais para a fadiga relatada por esses pacientes.

·         Problemas cognitivos: pacientes com fibromialgia relata com muita frequência a sensação de “cabeça vazia”. Essa sensação inclui dificuldade de concentração e de realizar tarefas que exigem maior atenção e foco.

·         Alterações em outros sistemas: como comentado, a fibromialgia não raro é acompanhada de outras condições que não aumentam a gravidade do quadro, mas irritam o paciente e reduzem a qualidade de vida, como síndromes do intestino irritado, enxaqueca, cefaléia tensional, e dores de cabeça de uma forma geral, infecções urinárias, disfunção temporomandibular, entre outras.

·         Inatividade física: a inatividade física pode aparecer mais como uma conseqüência da fibromialgia do que como um sintoma propriamente dito, mas muitas vezes é sinal indicativo e indica a favor da presença da condição. Paciente que sente muita dor tendem a ser menos ativos fisicamente, e mesmo pacientes que antes se exercitavam com freqüência, podem subitamente parar de realizar atividades, relatando dor, desconforto, ou cansaço fora do habitual. Nesse caso, uma investigação mais criteriosa deve ser realizada.

·         Outros sintomas: sintomas menos comuns, mas presentes em pessoa com fibromialgia, incluem sensação de tontura, frio ou calor em demasia, sensação de dormência, formigamento ou queimação nas mãos e nos pés, ansiedade, alterações na sensibilidade, cólicas menstruais mais intensas nas mulheres, e distúrbios emocionais.

Classificação da fibromialgia

De uma forma mais ampla, a fibromialgia é considerada uma desordem do processamento da dor. Isso se dá porque os sintomas da condição aparecem devido a mudanças na forma como a dor é entendida no cérebro, o que iremos explicar melhor mais adiante.

No entanto, diferentes escolas de diferentes especialidades médicas tratam e classificam a fibromialgia de formas diferentes.

Por exemplo, para a reumatologia, a fibromialgia é uma desordem neurológica, de origem exclusivamente biológica, e dessa forma, seu tratamento é quase que exclusivamente medicamentoso, de forma a corrigir o funcionamento de estruturas do corpo. Já de acordo com a Classificação Internacional de Doenças – CID, a fibromialgia é uma desordem muscular.

Como podemos perceber, ambas as classificações consideram apenas o aspecto físico e biológico da fibromialgia, e acabam deixando de lado o aspecto psicológico. Na prática, sabemos que as coisas não são tão cartesianas assim, e que doenças biológicas e psicológicas frequentemente coexistem, e há quem diga que elas interferem umas nas outras.

Na fibromialgia, devemos considerar ambos os aspectos dos pacientes, o que acaba resultando em um perfil bem diferente das manifestações da condição, uma vez que cada indivíduo possui particularidades em relação ao sistema nervoso e ao psicológico. Essa diversidade fez surgir, então, alguns subtipos da fibromialgia, sendo eles:

1.      Sensibilidade extrema à dor sem condições psiquiátricas associadas;

2.      Fibromialgia que cursa com depressão devido à dor;

3.      Depressão que cursa com fibromialgia;

4.      Fibromialgia devido à somatização.

Essa classificação permite identificar melhor o tratamento adequado para o quadro do paciente, de forma a garantir uma melhor efetividade deste, focando nos problemas existentes.

Causas da fibromialgia

A fibromialgia não possui causa definida, porém, acredita-se que sua origem vem de diversos fatores concomitantes, e não devido à uma alteração específica. Dentre os fatores que contribuem para o aparecimento da fibromialgia, estão:

·         Carga genética: pesquisas sugerem que a fibromialgia tende a cursas em família, ou seja, pessoas com fibromialgia têm um probabilidade maior de ter filhos com fibromialgia do que indivíduos que não sofrem da condição. Acredita-se que exista algum tipo de mutação genética que seja responsável por deflagrar os sintomas, ou que faça com que o paciente seja mais propenso a desenvolver a condição. No entanto esse gene específico ainda não foi descoberto.

·         Infecções: algumas doenças, principalmente doenças infecciosas, parecem ser capazes de deflagrar a fibromialgia e dar início aos seus sintomas.

·         Traumas emocionais ou físicos: em alguns casos, eventos importantes que causam grande impacto físico ou emocional também podem ser capazes de deflagrar os sintomas da fibromialgia, como a perda de uma pessoa próxima, ou um acidente grave.

·         Estresse emocional: situações estressantes tendem a deflagrar ou piorar os sintomas da fibromialgia.

·         Estilo de vida: o estilo de vida tem a ver com o estresse emocional, com o estresse físico, com a aquisição de doenças, bem como com outros fatores, como a prática de exercício físico e a alimentação. Um estilo de vida desregrado pode intensificar os sintomas da fibromialgia, ou mesmo desencadear a condição.

Fatores de risco para fibromialgia

Apesar de não possui causa definida, acredita-se que algumas características podem influencia no aparecimento da fibromialgia e na intensidade dos seus sintomas, como o sexo, o histórico familiar e algumas doenças específicas.

As mulheres são mais afetadas pela fibromialgia do que os homens. Além disso, uma pessoa possui uma probabilidade maio de desenvolver fibromialgia se algum parente próximo já possui a doença. Por fim, algumas doenças como osteoartrite, lúpus, e artrite reumatoide, parecem favorecer o aparecimento da fibromialgia.

O que causa a dor da fibromialgia: a fisiopatologia por trás dos sintomas

A fibromialgia ainda é uma condição desconhecida pelos profissionais de saúde. Apesar de ser relativamente comum na população, pouco se sabe sobres suas causas. No entanto, pesquisas vêm sendo desenvolvidas para tentar esclarecer essas questões e procurar uma cura para a fibromialgia, com o intuito de aliviar o sofrimento dos pacientes.

Os resultados das pesquisas feitas até e então apontam que a causa da dor na fibromialgia é a estimulação nervosa repetitiva, que acaba por modificar conexões nos cérebros das pessoas com fibromialgia. Dentre as conseqüências dessas mudanças estão o aumento de neurotransmissores responsáveis pela condução de estímulos dolorosos. Além disso, existe um processo, que ainda não é muito bem conhecido, que faz com que os receptores dolorosos criem uma espécie de memória, tornando-se assim mais sensíveis aos mesmos estímulos, reduzindo assim o limiar doloroso nesses pacientes.

Diagnóstico da Fibromialgia

Tradicionalmente o diagnóstico da fibromialgia era realizado através do toque de 18 pontos diferentes no corpo, para saber se o indivíduo apresentava a dor difusa característica da fibromialgia: em vários lugares do corpo, dos dois lados, e acima e abaixo da cintura. O teste é feito pressionando-se firmemente o ponto, e verificar se a pressão elícita uma sensação dolorosa superior ao esperado.

Hoje em dia, no entanto, o exame desses pontos tem ficado ultrapassado, e novas formas de diagnosticar a fibromialgia vêm sendo aceitas como adequadas e mais precisas.

O diagnóstico atual é feito através de um exame clínico, ou seja, na consulta mesmo com o médico. O médico, normalmente um especialista em fibromialgia, que pode ser um reumatologista, neurologista, ou mesmo ortopedista, irá fazer algumas perguntas sobre os seus sintomas e sobre condições que podem estará associadas com o caso.

Uma descrição precisa dos sintomas é necessária, bem como informações sobre qualquer condição médica em tratamento no momento, ou passada, informação sobre histórico médico da família, descrição do tipo de alimentação, medicamentos e suplementos que a pessoa possa ingerir, entre outras.

Um exame físico pode ser realizado, e caso o médico tenha dúvida no diagnóstico, ele pode ainda sim executar o teste dos 18 pontos. Mas o diagnóstico não precisa de nenhum exame adicional, e é fechado quando o paciente apresente dor difusa por mais de três meses sem nenhuma causa médica definida.

O que pode acontecer é o médico ficar com dúvida se de fato não existe nenhuma condição ou doença de base que pode estar causando a dor que se pensa ser da fibromialgia. Quando isso acontece, ele pode pedir outros exames complementares, como exames de sangue e exames de imagem, para excluir qualquer outro tipo de doença, que poderia mudar completamente o tratamento.

Complicações da fibromialgia

A dor fibromiálgica pode ser tão intensa que pode interferir no sono, e a dor juntamente com a privação de sono pode alterar drasticamente a funcionalidade do indivíduo.

A habilidade de se concentrar, de raciocinar, de trabalhar sob pressão e seguir prazos, de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo, entre outras tarefas cognitivas mais complexas podem estar comprometidas, afetando e muito o dia a dia do indivíduo que sofre de fibromialgia.

As consequências da condição podem ir além e gerarem ainda perturbações nas relações sociais e realmente atrapalhar diversos aspectos da vida do paciente. Daí a necessidade de buscar ajuda, para que o tratamento adequado seja fornecido ao paciente, de forma que ele seja capaz de levar uma vida normal.

Tratamento da fibromialgia

De maneira ampla, o tratamento da fibromialgia envolve o uso de medicamentos, e de terapias não medicamentosas, focadas no autocuidado. Como todo tratamento para toda condição, ele deve ser específico para as necessidades do paciente, e não existe uma receita de bolo pronto para ser usada em todas as situações.Cada caso deve ser analisado individualmente, e deve-se ajustar o tratamento sempre que possível, de acordo com o que funciona e o que não funciona para cada indivíduo.

Vamos mostrar aqui os tratamentos disponíveis, lembrando que nem todo paciente irá precisar de todos esses tratamentos, e o que funciona para um pode não funcionar para outro.

·         Psicoterapia:

A terapia e o acompanhamento psicológico dos pacientes com fibromialgia pode ajudar no controle da dor, e, o mais importante, ajudar no controle dos impactos que a condição e os sintomas, principalmente a dor e a privação do sono, causam na vida do indivíduo.

A psicoterapia é direcionada principalmente ao reforço das habilidades do indivíduo em lidar com a condição, e em encontrar estratégias para lidar com situações estressantes, que podem deflagrar ou pior os sintomas, e com as consequências que os sintomas da fibromialgia, quando não bem controlados pelo tratamento, podem vir a causar.

·         Prática de atividade física:

A prática de atividade física aqui pode envolver diversas modalidades, e diversos tipos de atividades.

Ela pode ser desde uma atividade prazerosa para o indivíduo, que alivia o estresse do dia a dia, traz prazer e mantém o corpo saudável, até uma atividade orientada, feita por um fisioterapeuta, focada no alívio da dor, durante as crises, ou na manutenção da força muscular, flexibilidade e equilíbrio corporal de forma a evitar o surgimento de sintomas e o agravamento desses, quando ocorrem.

Pacientes com fibromialgia relatam que os exercícios na água, a chamado hidroterapia, são particularmente eficazes no controle da dor e dos sintomas, por causam menos impacto e gerar menos sobrecarga no corpo, e auxiliar no relaxamento muscular.

·         Terapia ocupacional:

A terapia ocupacional pode auxiliar de diversas formas o paciente com fibromialgia. O terapeuta ocupacional auxiliar nas atividades de lazer, bem como orienta a execução de atividades e tarefas do dia a dia, em casa e no trabalho, de forma a sobrecarregar menos o corpo, causar menos dor, e permitir a manutenção da funcionalidade da forma mais plena possível, mesmo em períodos onde os sintomas estão mais evidentes.

·         Medidas de autocuidado

O autocuidado é fundamental, e talvez a parte mais importante, do tratamento da fibromialgia. Diversas medidas podem ser tomadas pelo paciente, e ajudam e muito no controle dos sintomas, possibilitando que ele viva uma vida normal e livre de dor.

Dentre as medidas de autocuidado necessárias para o paciente com fibromialgia, destacam-se:

– Redução do estresse emocional: sabemos que muitas vezes é difícil evitar o estresse no nosso dia a dia, mas o paciente com fibromialgia deve conscientemente planejar a vida de forma a evitar situações estressantes ao máximo. Para isso, muitas vezes um suporte psicológico pode ser necessário, pois o estresse pode vir de situações rotineiras simples e fáceis de serem evitadas, ou de situações mais complexas relacionadas à estrutura familiar, por exemplo. Encontrar formas de lidar com essas situações, mesmo quando elas não forem completamente evitáveis, é fundamental para o tratamento da fibromialgia. É importante ressaltar que o indivíduo não deve modificar por completo a sua rotina, pois essa mudança pode gerar outras conseqüências psicológicas que podem complicar ainda mais o quadro. Tentar aprender a administrar e aprender a lidar com as situações que vive, e mudar aos poucos aquilo que for possível, é o ideal.

– Dormir por tempo suficiente: o sono é fundamental para todos os indivíduos, e mais ainda para os que sofrem de fibromialgia. Isso porque a fadiga é um dos sintomas mais importantes da doença, e ela está principalmente relacionada com a privação de sono. Além disso, um sono inadequado por si só gera conseqüências como dores, tensão muscular e irritabilidade, que no caso da fibromialgia são ainda mais intensos e debilitantes. Manejar o tempo de sono inclui dormir bem durante a noite, manter uma rotina de sono e de horários, e evitar os cochilos ao longo do dia.

– Praticar atividade física regularmente: o exercício regular auxilia na redução dos sintomas da fibromialgia, principalmente da dor. Os exercícios mais indicador para os pacientes com fibromialgia são os exercícios aeróbicos de intensidade moderada, que além de trazerem benefício cardiovascular e para a saúde em geral, causam menor impacto e geram menos sobrecarga no organismo, como caminhada, natação, hidroterapia, entre outros. Em alguns casos, pode ser necessário que um fisioterapeuta avalie o paciente e faça um plano de exercícios específico, para tratamento de outras comorbidades que podem estar contribuindo para a piora dos sintomas, e para um tratamento mais específico da dor, associando exercícios de fortalecimento, alongamento e correção postural ao treinamento. A manutenção de um programa de exercícios completo ajuda na manutenção da disposição, redução da dor, no relaxamento e redução do estresse.

– Viva com moderação: parece estranho, mas para os pacientes com fibromialgia, moderação é a palavra chave. Tente manter um nível de atividade, e por atividade queremos dizer lazer, trabalho e exercício físico, o mais homogêneo possível ao longo dos dias. Isso porque, para esse tipo de paciente, se um dia PE muito sobrecarregada, mesmo que muito produtivo, é provável que os dias seguintes sejam ruins, com piora dos sintomas. Portanto, manter uma constância é bom para manter os sintomas, principalmente a dor, o mais longe possível.

– Manter hábitos de vida saudáveis: falamos do exercício físico, mas não é só esse hábito que o paciente com fibromialgia deve adquirir – ou manter. Outros fatores interferem no funcionamento do organismo, nos níveis de estresse, e mesmo na dor, como a alimentação, a ingestão de água, a ingestão de drogas, como a cafeína ou o álcool, e mesmo os momentos de lazer. Todos esses hábitos, que já são recomendados para a população em geral por trazerem apenas benefícios para a saúde, são ainda mais estimulados em portadores da fibromialgia. Uma alimentação saudável inclui a ingesta adequada de frutas, vegetais e água, a redução do nível ingerido de açúcar, dentre outros. Aos poucos, cada pessoa começa a entender o tipo de alimento que pode piorar os sintomas,e o tipo que faz com que ela se sinta melhor, adaptando a dieta às suas necessidade. É importante ainda controlar o peso, para a redução dos sintomas da fibromialgia.

·         Terapias alternativas:

Diversas técnicas da chamada medicina alternativa vêm sendo empregadas no tratamento da fibromialgia, com excelentes resultados. Essas técnicas são na verdade técnicas muito antigas para o adequado manejo da dor e do estresse, que estão cada vez mais difundidas no mundo ocidental, e vêm ganhando espaço no tratamento de diversas doenças, especialmente doenças crônicas, como é o caso da fibromialgia.

Assim como os tratamentos adicionais, as terapia complementares não são uma receita de bolo, e não funcionam para todos os indivíduos da mesma forma. Porém, diversos estudos recentes comprovaram sua eficácia, e elas se apresentam como alternativas interessantes para pacientes que, mesmo após diversas tentativas de tratamento, ainda encontram-se sintomáticos e com prejuízos em sua rotina por causa da fibromialgia.

Dentre essas terapias, podemos destacar:

– Acupuntura: baseada na medicina tradicional chinesa e com uma cultura e conhecimentos milenares por trás da prática, a acupuntura ganhou espaço no mundo ocidental nos últimos anos, tamanho seu benefícios no tratamento de diversas condições. A efetividade da acupuntura vem da inserção de agulhas muito finas em pontos específicos do corpo, em diferentes profundidades. Essas agulhas são capazes de modificar o fluxo sanguíneo, e ainda alteram os níveis e as funções dos neurotransmissores, incluindo os nociceptores, trazendo benefícios no controle da dor d=e dos sintomas da fibromialgia.

– Massoterapia: podemos dizer que a aplicação de massagem como forma de tratamento é uma das práticas mais antigas de cuidado da humanidade. Através de diferentes técnicas de manipulação, a massagem redireciona o fluxo sanguíneo, libera estruturas aderidas, promove relaxamento muscular, hidratação de tecidos moles ressecados, melhora a flexibilidade, reduz pontos de tensão, reduz a dor, a ainda causa sensação de bem estar geral, ajudando ainda no controle do estresse emocional e da ansiedade.

– Yoga e tai chi: esses são exemplos de técnicas são capazes de controlar os sintomas da fibromialgia, bem como de reduzir o estresse e a dor, através da combinação de técnicas de exercícios físicos e meditação, com exercícios de respiração, controle postural e controle mental.

O tratamento da fibromialgia não é fácil, e muitas vezes não é direto. É comum que o paciente com a condição tenha que passar por diferentes tipso de tratamento até encontrar aquele que eficaz para o seu quadro, ou que tenha que modificar de tratamento durante o percurso, pois um tratamento pode funcionar inicialmente, e, de uma hora para outra, perder seu efeito.

Por ser uma condição pouco estudada ainda, e pouco conhecida, a fobromialgia não possui cura, mas uma conversa franca com o médico, com a família e os amigos, e a adesão aos tratamentos propostos, pode fazer com que o paciente com fibromialgia viva uma vida plena, normal, e livre de sintomas.

Prognóstico da fibromialgia

A fibromialgia é uma doença crônica, sem cura conhecida. Apesar desse aspecto “definitivo” da doença, ela não é progressiva, e muito menos fatal. Ou seja, a mortalidade relacionada à condição é muito baixa.

No entanto, a morbidade relacionada à doença é elevada, com impactos consideráveis na vida dos indivíduos. A maioria das pessoas com fibromialgia relatam que, apesar do tratamento, os sintomas não melhoram. Algumas delas relatam piora dos sintomas com o tempo.

Impactos na vida do indivíduo com fibromialgia, principalmente devido à dor, incluem interferência na posição no trabalho, na educação, nas relações interpessoais, e na funcionalidade como um todo.

Controvérsias a respeito da fibromialgia

Como ressaltamos diversas vezes nesse texto, a fibromialgia é uma condição muito recente e pouco conhecida pelos médicos e pela população em geral.

Como não existem manifestações biológicas claras da doença, alguns médicos não consideram a  fibromialgia uma doença. O próprio proponente da primeira definição clássica da fibromialgia já alegou que não considera a condição uma doença per si, mas sim um conjunto de manifestações físicas do ansiedade, da depressão e do estresse.

Da mesma forma, ele afirmou que as causas da fibromialgia não são bem definidas, sem esta resultado de um conjunto de fatores psicológicos e físicos que não podem ser dissociados entre si.

Com o avanço das pesquisas envolvendo a fibromialgia, principalmente no campo da neurologia, muito vem se revelando acerca da sua natureza, a das alterações que ela causa no organismo. Descobertas recentes mostram a fibromialgia como uma patologia resultante da disfunção de músculos e do sistema nervoso central ao mesmo tempo, sendo claro o papel do aumento da sensibilidade dos receptores de dor na deflagração dos sintomas nessa condição.

Reforçamos a importância de maiores estudos sobre a condição, e de um maior entendimento por parte dos profissionais para a realização de um diagnóstico preciso, e para a prescrição de um tratamento adequado, que seja direcionado para as necessidades de cada paciente e que seja mais efetivo no controle dos sintomas.

O importante é, se você ou alguém próximo acredita estar sofrendo de fibromialgia, não hesite em buscar ajuda. Existem alternativas de tratamento para a redução dos sintomas e melhora da funcionalidade dos pacientes com fibromialgia, e cada vez mais tem sido descoberto sobre a doença para ajudar um número maior de pessoas que sofrem com ela.

Tem ainda alguma dúvida sobre a fibromialgia? Comente abaixo que ficaremos felizes em ajudá-lo!

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