Você conhece bem o seu quadril? Vamos esclarecer a importância de fortalecê-lo.

O quadril pode ser caracterizado pela sua grande estabilidade, suportando cargas intensas de peso. A boa estabilidade deve-se, sobretudo, à composição do quadril: formado pela cabeça do fêmur que se encaixa na junção de três outros ossos (ísquio, ilíaco e pubis, formando a cavidade acetabular). Da formação do quadril também participam estruturas, como ligamentos e cartilagem, que são responsáveis pela firmeza característica dessa articulação.

Além disso, alguns músculos também auxiliam na estabilização dinâmica do quadril. Quando existe, portanto, uma boa condição muscular, os movimentos da articulação do quadril em todas as direções são perfeitamente possíveis, mas quando há algum enfraquecimento de músculos importantes que colaboram com os movimentos do quadril (como é o caso dos glúteos, adutores e abdutores de coxa, flexores e outros), a articulação fica comprometida.

O quadril não está imune aos impactos que podem incidir sobre ele, a partir, por exemplo, de cargas externas provocadas por determinados movimentos repetitivos, por atividades físicas intensas ou esportivas, dentre outros fatores de risco. Daí a necessidade constante de um fortalecimento da região, estimulando a flexibilidade e a resistência muscular para proteger o quadril de possíveis traumas e mesmo lesões.

Você conhece as doenças que mais acometem o quadril?

Listamos a seguir algumas doenças que mais acometem a articulação do quadril. Você pode conferir os sintomas e causas dessas patologias:

BURSITE DO QUADRIL

A bursite surge como consequência de uma inflamação das bursas trocantéricas, localizadas no quadril. Estas bursas atuam de modo a facilitar o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. O principal sintoma é a dor no quadril que dificulta a realização de atividades físicas e até na hora de dormir.

LESÃO DE LABRUM

Uma das causas mais comuns de dor no quadril, especialmente, em adultos jovens e atletas é a lesão de labral. O labrum apresenta órgãos sensitivos microscópicos que trabalham informando ao cérebro sobre a posição em que o quadril está. Desta forma, ele ajuda, essencialmente, a estabilizar o quadril, fazendo com que o líquido articular se distribua melhor (o que produz a redução da pressão na cartilagem articular). As lesões ocorrem, principalmente, em atividades esportivas ou ainda a partir de doenças que afetam a estrutura do quadril. Traumas diretos sobre o quadril (como quedas) também podem provocar a lesão labrum. Os principais sintomas são dor e estalido com a consequente diminuição do rendimento em atividades esportivas, por exemplo.

SÍNDROME DO PIRIFORME

O músculo piriforme está localizado na região profunda da nádega e é responsável pela rotação externa da coxa. A síndrome surge em decorrência de uma compressão do nervo ciático, que passa por dentro do músculo piriforme e inflama pelo aumento de tensão ou presença de espasmos no músculo. Os sintomas incluem dores nas nádegas (região profunda) e queimação, podendo irradiar para as pernas. Mulheres que têm por objetivo a hipertrofia do glúteo ou praticantes de exercícios físicos como futebol ou corrida, por exemplo, estão suscetíveis ao aparecimento da síndrome.

PUBALGIA

A região do púbis pode ser considerada o centro de gravidade do nosso corpo e a pubalgia consiste na tendinite dos adutores do quadril ou dos abdominais, sendo que todos os músculos e tendões afetados têm a inserção no osso púbico. O principal sintoma é a presença de dor abdominal e na virilha e afeta, principalmente, pessoas do gênero masculino e jogadores de futebol, por exemplo, em virtude do estresse provocado no osso púbico. O indivíduo com pubalgia tem suas atividades esportivas limitadas e, muitas vezes, suspensas por períodos prolongados.

ARTROSE

A artrose consiste em uma doença degenerativa crônica. A cartilagem sofre desgaste excessivo e, geralmente, não gera dor inicial. O espaço articular sofre redução e os movimentos ficam mais limitados. Em muitos casos, o indivíduo com artrose começa a mancar, sendo uma doença mais comum após os 60 anos de idade, o que não significa dizer que pacientes de qualquer faixa etária não possam ser afetados.

SÍNDROME DO IMPACTO FÊMOROACETABULAR

Surge em decorrência de alterações morfológicas da cabeça do fêmur ou do acetábulo, causando entre ambos. Para um quadril saudável, o normal é que a cabeça femoral não entre em atrito com a borda do acetábulo durante a execução de exercícios ou a realização de movimentos rotineiros.

EPIFISIÓLISE

É uma patologia, comumente, confundida com dores musculares e ósseas, sendo caracterizada pelo escorregamento da cabeça femoral na bacia. As causas não são totalmente conhecidas e os principais sintomas incluem dor na virilha, podendo irradiar para a face interna da coxa até o joelho e mobilidade do quadril dificultada.

DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL

Em decorrência de alterações no quadril em crescimento, a cabeça do fêmur pode ficar descentralizada no acetábulo, sendo mais frequente em pessoas do sexo feminino. A doença é caracterizada, principalmente, pela diferença perceptível entre os membros e pela dor nos joelhos ou na coluna lombar, ao invés de incidir no próprio quadril.

Exercícios de Pilates ajudam no fortalecimento do quadril

Um repertório de exercícios específicos de Pilates, focado nas necessidades de prevenção ou mesmo alívio de dores na região do quadril é bastante recomendado. O Pilates pode auxiliar na melhora da consciência corporal, favorecendo a correção de posturas que prejudicam o quadril e, além disso, favorece o fortalecimento e o equilíbrio de cadeias musculares importantes para a estabilização do quadril, aumentando a capacidade de resistência aos impactos e amenizando dores já existentes na articulação.

Você também vai gostar de ler:

Pilates oferece benefícios para os atletas

Exercícios de Pilates

O auxílio do Pilates no tratamento de doenças

O post Por que fortalecer o quadril? apareceu primeiro em Instituto Pilates.

Source: Instituto Pilates